Colocaram à minha guarda um determinado valor que devo usar sempre que os seus usuários o necessitem. Tenho também a possibilidade de recorrer a esse valor, em proveito pessoal, se houver essa necessidade.

Devo devolver o dízimo e dar oferta do valor toral que colocaram à minha guarda?

A Palavra de Deus diz que devemos devolver a Deus o dízimo de tudo o que Ele nos dá (Gén. 28:22 p.v.; Lucas 18:12; Mateus 3:10).

Ora o valor que foi colocado à sua guarda não lhe foi dado. É um guardião do bem, não um proprietário, pelo que não tem responsabilidade de entregar o dízimo desse valor.

No entanto, quando usar algum montante desse dinheiro que foi colocado à sua guarda, do valor usado, sim, deve devolver o dízimo e dar a sua oferta ao Senhor.

Departamento de Mordomia da Conferência Geral

Departamento de Mordomia da Divisão Inter-Europeia

Revista Dynamic Steward

União Portuguesa dos Adventistas do 7º Dia

Departamento de Evangelismo da UPASD

 

 

 

 

O Departamento de Mordomia da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, existe para promover e suscitar, em cada Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Portugal, a consciência de que:

Quer a sua plena realização, quer a sua santificação em Cristo, dependem integralmente da sua dedicação incondicional ao serviço do Senhor.

Nessa base o Departamento de Mordomia da UPASD procurará suscitar na Igreja:

Os necessários recursos humanos

e

os suficientes meios financeiros para um rápido e cabal desempenho da missão global da Igreja, de acordo com o mandado de Jesus Cristo: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15).

 

Terá de aceder ao menu Material de Apoio deste mesmo site.
Caso tenha preferência em recebê-lo por correio deve enviar a solicitação para a morada que encontra em rodapé, ou ainda dirigindo o seu pedido através de e-mail.
Toda a má gestão dos recursos, que Deus coloca à nossa disposição, desonra efetivamente a Deus.
Deus é o Senhor do tempo, apesar de estar fora e para além dele, Deus criou-o para que, seres limitados como nós somos, possamos melhor definir as nossas prioridades e aprendamos a fazer a coisa certa, no momento certo.
A Palavra de Deus diz-nos que “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1).
Não é sempre evidente alcançarmos o objetivo de fazer uma boa gestão do tempo, sobretudo quando, hoje em dia, somos constantemente pressionados para a realização de mais e mais tarefas.
Mas é nosso dever pedir a orientação divina e fazer, tanto quanto possível, o melhor uso do tempo sob a orientação Divina.
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” (Efésios 5:15-17).
Há, por conseguinte, muita sabedoria em saber gerir o tempo e é nosso dever compreender perfeitamente qual é a vontade de Deus no que respeita à administração desse recurso que o Senhor nos concede para que O honremos como Senhor do tempo.
O dízimo é a parte que corresponde a um décimo do nosso rendimento, independentemente se esse rendimento é em dinheiro ou em espécie.
Essa décima parte, de acordo com a Palavra de Deus, é sagrada e pertence a Deus.
Isto é o mesmo que dizer, que está separada por Deus com um propósito especial (santo) e somente Ele pode designar a sua utilização, porque este Lhe pertence, “todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR” (Levítico 27:30).
“E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação.” (Números 18:21).
Efetivamente, a Bíblia faz distinção entre dízimos e ofertas.
As ofertas são uma demonstração da nossa gratidão a Deus pelas bênçãos de Deus e, por isso, são dadas, “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (II Coríntios 9:7).
Os dízimos são restituídos, uma vez que são do Senhor. Essa parte do rendimento não nos pertence “todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR” (Levítico 27:30).
A palavra de Deus diz que, quando resgatamos um dízimo, devemos acrescentar 1/5 do valor ao dízimo inicial.
De forma prática, se a devolução do dízimo correspondia a 50€, então devo dividir 50/5=10.
Assim sendo, o valor a resgatar seria agora 60€, ou seja 50€ +10€. “Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela.” (Levítico 27:31)
A Bíblia faz uma clara distinção entre dízimos e ofertas. No que diz respeito ao dízimo é-nos dito claramente que é algo que pertence a Deus (Lev. 27:30,32; Mat.22:21; Lcs.20:25; Mcs. 12:17), e que lhe deve ser devolvido. Quanto às ofertas, elas são uma prova de gratidão e louvor para com Deus. Por essa força de razão, devem ser entregues do melhor que Deus nos concedeu (Núm.18:29,30; Deut.12:6). Tal como os dízimos, as ofertas que consagramos ao Senhor, devem ser trazidas à casa do Senhor (Deut.12:6,11; II Crón. 31:5, 12; Neemias 10:37, 13:5).
Quando Deus afirma que o Seu povo de o rouba (Mal.3:8), di-lo em relação tanto aos dízimos como às ofertas. É importante notarmos que aqui não se está a falar na nossa obrigação de apoiar os desfavorecidos com as nossas ofertas, como acontece noutros relatos bíblicos.
O povo de Israel reservava um dízimo extra para apoiar, os levitas que estavam de folga e não estavam a trabalhar no templo, os estrangeiros em dificuldades, os órfãos e as viúvas, mas isto era um dízimo/oferta (é chamado de dízimo por corresponder igualmente a um décimo dos recursos obtidos) dado de três em três anos (Deut.26:12).
Deus deseja que cada um de nós apoie os necessitados, mas sem descuidar da Sua Casa (Jó 31:16-21; Salmos 82:3: Mat.25:34-40; Tiago 1:27; I Tim 5:3).
A Bíblia afirma que os levitas (pessoas que trabalhavam a tempo integral para Deus no serviço do Templo) devolviam o dízimo ao Senhor na forma de oferta alçada ao Senhor (Números 18: 26-28; Neemias 10:38; Hebreus 7:9).
Também não estavam excluídos do dever de entregar as suas ofertas, quer de gratidão, louvor e pelo pecado.
Por essa mesma razão contribuíam de igual modo com ofertas para o serviço a Deus (Neemias 10:39).